Bombonera

novembro 4, 2008

Era início do ano e o Boca jogava em casa com o Independiente. A torcida local, na virada do primeiro tempo, queria o fígado do árbitro Hector Baldassi numa bandeja.

O juiz encerra a primeira etapa e dirige-se ao túnel de saída. Pressentindo sua chegada, a massa em cólera levanta-se do primeira ao último andar da Bombonera. Como se entonasse um canto já ensaiado e imenso mas com uma naturalidade desconcertante, ouve-se da multidão a música uníssona e terrível: “Baldassi puto/la puta que te parió/Baldassi puto/la puta que te parió”. Fiquei com pena do juiz.

A voz daquela multidão era como uma flecha cravada no peito. É impactante ver algo tão capaz de ferir e com tamanha naturalidade, como se mal quisessem destroçar a moral do pobre juiz e fizessem isso por uma frívola casualidade. A Bombonera lotada é uma espécie de serial killer da intimidação.

Mas esse ano não tem pra eles. Vamos nós classificar lá dentro, sí o sí.

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